A Dilma inventou a garrafa de energia solar?

É meu amigo, nem tudo que parece um absurdo pode vir somente da nossa ex-presidente [ou ex-presidenta, como ela mesmo se auto denominava]. A Excelentíssima se pronunciou diante de várias nações sobre questões sustentáveis como por exemplo: estocar o vento. Será que ela tem superpoderes alienígenas ou ela é alguma agente de uma grande e poderosíssima entidade internacional de tecnologia infiltrada em nosso país? Por enquanto ainda não obtivemos informações a respeito desta tecnologia, mas talvez estamos no caminho certo, uma vez que pesquisadores da Chalmers University of Technology conseguiram provar que a humanidade é capaz de estocar energia solar em uma garrafa.

Aos amantes da Dilma que me perdoe, mas este vídeo é sem dúvida o melhor meme da internet!

Energia solar na garrafa

As pesquisas mostraram que através de um pequeno tubo, é possível obter energia solar e transformá-la em combustível líquido que tem a capacidade de ser armazenado por até 18 anos! Isso é realmente incrível.

Os cientistas encontraram uma forma de trabalhar com uma substância que ao ser exposta à luz se torna isômero líquido, que é uma estrutura atômica que permanece a mesma só que rearranjada diferentemente. Essa descoberta é capaz de armazenar e liberar a energia obtida através de fontes solares. O projeto ainda pode ajudar na disseminação do uso de energia solar.

A descoberta aconteceu na Suécia, em 2017, por um grupo de pesquisadores da Chalmers University of Technology. Eles trabalham com composto norbornadieno que ao ser exposto à luz solar reorganiza a estrutura atômica de carbono, hidrogênio e nitrogênio em um isômero para o armazenamento da energia denominado quadriciclano.

Esse armazenamento conseguiu fornecer 250 w/h por quilograma por um longo período de tempo. Para o uso desta tecnologia é necessário um catalizador à base de cobalto que é responsável por elevar a temperatura do material em alguns graus e transformar a energia em calor. O desafio agora do grupo de pesquisas é conseguir gerar uma quantidade de ciclos significativa de reuso do método, antes que o material se desintegre. “Executamos 125 ciclos sem degradação significativa”, explica Kasper Moth-Poulsen.

O método adotado pelos cientistas é chamado de MOST, um sistema cíclico de armazenamento molecular de energia térmica solar.

Vídeo explicativo

Estocar energia solar no sistema MOST

Neste método, o líquido passa por um coletor solar térmico e côncavo com um tubo atravessando a sua parte interna. A concentração de luz e calor no interior do coletor transforma o narbornadieno em quadriciclano. Esse material flui por tubos transparentes até chegar em tanques de armazenamento ou desviado para uma outra utilização. Kasper Moth-Poulse afirma que a energia nesse isômero pode ser armazenada por até 18 anos e que depois deste período ainda irão extrair mais energia do que ousam esperar.

energia solar, sistema MOST

Para liberar essa energia armazenada, é necessário que o isômero passe por um catalizador, onde acontece a reação química. Onde pode elevar, por exemplo em 20 °C o fluído que está em 70 °C. Agora em 90 °C o fluído pode aquecer uma casa, uma empresa ou ser utilizada em qualquer sistema a base de líquido aquecido.

O estudo que foi revelado recentemente (menos de 2 anos), e de lá para cá os cientistas vem trabalhando para tornar o sistema mais robusto, capaz de superar os 18 anos de armazenamento já conquistado. “Fizemos muitos avanços cruciais recentemente e hoje temos um sistema livre de emissões que funciona o ano todo”, afirma Kasper Moth-Poulse.

O uso do norbornadieno já aconteceu em outras pesquisas, mas esses projetos apresentavam problemas significativos como por exemplo na baixa capacidade de reuso e na incapacidade de conseguir reter a energia por muito tempo, acarretando no abandono das pesquisas.

Cada dia mais o mundo passa a entender da necessidade do uso de fontes renováveis e sustentáveis de energia. E nesse cenário, a energia solar vem se destacando cada vez mais, por ser abundante, ilimitada, por não gerar poluição ou qualquer outro tipo de efeito prejudicial.

O grande problema da utilização desta fonte rica de energia fica em torno de achar meios para o armazenamento. O uso da bateria é o mais disseminado para a captação de energia solar, mas tem um tempo de vida relativamente curto, são caras, geram muita manutenção e ainda usam elementos tóxicos na sua produção. Esse estudo abre portas para um futuro promissor e contribui para tornar o uso deste tipo de energia sustentável mais utilizável.

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Por |2018-11-17T17:11:45+00:008 de novembro de 2018|Categorias: Ciência & Tecnologia|Tags: |0 Comentários

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